Corte de verbas para universidades é inaceitável, diz líder do PCdoB

Brasília, segunda-feira, 7 de junho de 2021 - 17:40      |      Atualizado em: 16 de junho de 2021 - 10:11

EDUCAÇÃO

Corte de verbas para universidades é inaceitável, diz líder do PCdoB


Por: Da Redação

Renildo Calheiros afirma que levantamento feito pelo jornal O Globo é alarmante e que há articulação com reitores para retomar recursos ao patamar, no mínimo, de 2020.

Reprodução da Internet
Em meio à pandemia, estudantes foram às ruas protestar contra possível fechamento da UFRJ

O líder do PCdoB na Câmara, deputado Renildo Calheiros (PE), criticou, nesta segunda-feira (7), o corte no orçamento das universidades federais. Levantamento apresentado em reportagem do jornal O Globo, mostrou que 30 das 69 universidades federais do país podem fechar por falta de verba. Entre elas, estão UFRJ, UFF, Unifesp, UFMA, UFBA, UFPE, UFABC e UFES. As instituições somam mais de 500 mil dos 1,3 milhão universitários da rede.

“É inaceitável o enxugamento dos valores, que foram reduzidos de R$ 5,6 bilhões para R$ 4,3 bi. Estamos mobilizados junto com os reitores, no Congresso Nacional, para que o orçamento das universidades públicas volte pelo menos ao patamar de 2020. Investir em educação é essencial para termos um país desenvolvido, justo e soberano”, afirmou Renildo.

Caso o orçamento não seja recomposto, prédios poderão ser fechados, atividades essenciais, como pesquisas que continuam mesmo na pandemia, pararão de ser realizadas, e a possibilidade de um retorno presencial ainda em 2021 é descartada. Em algumas, até as aulas remotas podem parar.

Segundo a reportagem do jornal O Globo, algumas dessas instituições, como a UFRJ e a Unifesp, já alertaram que poderão interromper suas atividades já no próximo mês de julho se os recursos destinados não forem desbloqueados.

Neste ano, a rede federal de educação superior possui R$ 4,3 bilhões para gastos discricionários. Desses, R$ 789 milhões (17%) ainda estão indisponíveis aguardando liberação do Ministério da Educação (MEC). Para resolver o problema, as instituições defendem que o orçamento suba para pelo menos o nível de 2020, de R$ 5,6 bilhões.

Essa verba, que chegou a ser de R$ 12 bilhões em 2011, é para despesas indispensáveis (como contas de água, luz, segurança e limpeza), investimentos (reformas, compra de equipamentos e insumos para pesquisas) e bolsas (auxílios para alunos pobres poderem continuar seus estudos).
 









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