Brasília, terça-feira, 26 de outubro de 2021 - 10:52 | Atualizado em: 11 de novembro de 2021 - 10:2
POLÍTICA
Governo mente ao vincular Auxílio Brasil à aprovação da Reforma Administrativa
Por: Christiane Peres
Deputados rechaçam necessidade de aprovação da PEC 32 para garantir recursos para auxílio à população carente e criticam caráter eleitoreiro do novo programa social de Bolsonaro, que substituirá o Bolsa Família.
Na tentativa de destravar o andamento da Reforma Administrativa (PEC 32/2020) e pressionar pelo aumento de votos para aprovar a famigerada proposta, Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, lançaram mão de nova fake news. A bola da vez foi vincular o pagamento dos R$ 400 previstos no programa Auxílio Brasil – que desbancará o reconhecido Bolsa Família – à aprovação do texto.
No último domingo (24), Bolsonaro e Guedes afirmaram que a Reforma Administrativa poderia compensar parte da conta de R$ 30 bilhões que o governo precisa para acomodar o Auxílio Brasil no valor de R$ 400 até o fim de 2022.
Segundo Guedes, com uma economia de R$ 300 bilhões prevista no acumulado da próxima década a partir da aprovação da reforma, “não teria problema” em conceder o auxílio para os vulneráveis neste momento.
A afirmação foi contestada pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). “Em plena semana do servidor, o governo volta a fazer ameaças e mente ao vincular a PEC 32 com o programa Auxílio Brasil. Precisamos manter a mobilização. Essa reforma nada tem de bom! Destrói o serviço púbico e só prejudica os servidores”, alegou a parlamentar que desde a votação na comissão especial vem apontando a crescente dificuldade de o governo emplacar a Reforma Administrativa mesmo entre seus aliados.
Antes de utilizar a PEC 32 como justificativa para garantir recursos para o novo auxílio, o governo já havia tentado emplacar o mesmo discurso em relação à PEC dos Precatórios, aprovada na última semana em comissão geral. No entanto, o programa que deve substituir o Bolsa Família vem sofrendo críticas reiteradas da Oposição por seu caráter eleitoreiro, visto que só tem previsão de funcionamento até 2022.
“É um completo improviso que valerá apenas em ano eleitoral. É muito triste veros que este governo quer acabar com Bolsa Família, para se valer de um programa eleitoreiro. Ele devia era fortalecer o Bolsa Família”, disse o líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PE).
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