Brasília, terça-feira, 28 de julho de 2020 - 13:17 | Atualizado em: 4 de agosto de 2020 - 10:26
POLÍTICA
Deputados criticam Bolsonaro por ironizar pacto pelo emprego
Por: Christiane Peres
Proposta lançada pelo governador do Maranhão foi recebida com ironia por Jair Bolsonaro. Para deputados do PCdoB, reação do presidente reforça seu despreparo para comandar o país.
Um dia após receber a sugestão do governador do Maranhão, Flávio Dino, para construir um “Pacto Nacional pelo Emprego”, Jair Bolsonaro resolveu usar da ironia para tratar da proposta que tem o objetivo de amenizar os danos provocados pela pandemia do novo coronavírus.
“Tem governador agora que quer que eu faça um pacto pelo emprego. Mas ele continua com o estado dele fechado“, disse o Bolsonaro durante conversa com apoiadores na saída do Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência.
No Twitter, Flávio Dino respondeu a Bolsonaro. “Considero que o desemprego não é assunto a ser tratado com ironias. Espero que o presidente da República leve a sério a urgência de ações efetivas. É impossível tratar do tema no “cercadinho” do Alvorada. Por isso, insisto na ideia do Pacto Nacional pelo Emprego“, rebateu o governador maranhense.
Para ele, além de “ironizar indevidamente o tema do desemprego”, Bolsonaro está desinformado sobre o Maranhão. “Estamos com praticamente 100% das atividades econômicas funcionando há muitas semanas“, destacou.
A postura de Bolsonaro também foi alvo de críticas de deputados do PCdoB. “É um preguiçoso, além de negligente e irresponsável. Por isso reage assim. Nem aí para trabalhar por emprego para a população”, pontuou o vice-líder da bancada, deputado Márcio Jerry (MA).
Para a deputada Jandira Feghali (RJ), Bolsonaro não é capaz de falar sobre a proposta de Dino, o que “demonstra mais um ponto fraco do presidente: não ter capacidade para gerar emprego”.
Na carta endereçada a Boslonaro, Dino sugere que o presidente convoque governadores, entidades empresariais e organizações de trabalhadores para buscar saídas para o desemprego que já afeta 12,9% dos brasileiros. Mais de 700 mil empresas fecharam até a primeira quinzena de junho, o que reforça a necessidade de um planejamento urgente para que o cenário não se agrave ainda mais.
Dino reforça ainda que o encontro seria de extrema importância para a “apresentação de propostas para proteção de pequenos e microempresários, assim como um plano de obras públicas, indispensável para recolocar o país no ritmo do crescimento”.
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