Deputados cobram expulsão de Bia Kicis da CCJC por incitar motim de policiais

Brasília, segunda-feira, 29 de março de 2021 - 14:21

POLÍTICA

Deputados cobram expulsão de Bia Kicis da CCJC por incitar motim de policiais


Por: Christiane Peres

Presidente da CCJC, a bolsonarista Bia Kicis usou a morte de um soldado da PM baiana para incentivar motim de policiais. Após repercussão, deputada apagou post. Deputados do PCdoB condenam ação e cobram apuração do caso pela Câmara, além da saída da parlamentar do colegiado.

Reprodução da Internet

Deputados do PCdoB reagiram às postagens da deputada Bia Kicis (PSL-DF) incentivando um motim da Polícia Militar da Bahia. A parlamentar afirmou que o soldado “morreu porque se recusou a prender trabalhadores” e culpou “seus companheiros”. Na publicação, feita na madrugada desta segunda-feira (29), a deputada federal chamou o soldado, que estava em surto, de “herói”.

Horas depois, Kicis apagou a publicação e afirmou que o PM morto estava em surto e que aguarda investigações para se pronunciar sobre o caso, "inclusive diante do reconhecimento da fundamental hierarquia militar".

Kicis, que é presidente da CCJ, disse que as ordens do governador Rui Costa são ilegais e não devem ser cumpridas. Na reação, os parlamentares destacam o desrespeito à Constituição na posição da parlamentar e defendem que ela não tem condições de permanecer na CCJ.

O líder da bancada do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PE) afirmou ser muito grave o fato de bolsonaristas e parlamentares estimularem motim na PM da Bahia. “É inaceitável que se aproveitem de uma situação extrema e triste dessas para ir contra medidas essenciais em um dos momentos mais graves da pandemia. Essa posição ameaça a vida, a democracia e a segurança nacional. A Câmara dos Deputados precisa averiguar o caso e punir excessos”, destacou.

“Dramático e triste o fato ocorrido na Bahia, que resultou na morte de policial militar. Inexplicável a postura da presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputada Bia Kicis, que, na prática, estimula insurreição da PM contra o governador”, destacou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), além de graves, as declarações de Bia Kicis, comprometem o Parlamento.

“Basta, Bia Kicis. A senhora como presidente da CCJ, assume essas posições absurdas e compromete a democracia e todo o Parlamento. É preciso que a presidência da Casa tome medidas urgentes”, destacou a parlamentar.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que Kicis politizou a morte do policial. “Lamentável a atitude da deputada Bia Kicis, que politizou a morte de policial na Bahia. A parlamentar ataca de forma frontal a democracia ao incentivar motim da PM-BA contra o governador Rui Costa e ao disseminar fake news sobre o caso. Tem que sair imediatamente do comando da CCJ”, cobrou.

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) também condenou a postura da parlamentar. “A deputada Bia Kicis promove um desserviço divulgando fake news e estimulando motim contra o governador da Bahia. Isso se agrava por ela ser presidente da CCJ na Câmara, demonstrando sua incoerência com a função. É preciso uma rigorosa investigação!”, afirmou.

A vice-líder da bancada do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC), afirmou que a ação bolsonarista é “grave ameaça à segurança nacional”.

Entenda o caso

O soldado Wesley Góes trabalhava PM de Itacaré. Na tarde de domingo, ele foi até a companhia, buscou um fuzil e partiu para o Farol da Barra, em Salvador (BA). Policiais já tinham percebido que ele estava descontrolado e o seguiram.

Góes parou no Farol da Barra. Assim que saiu do carro, fez disparos para o alto e gritou palavras de ordem. Ele estava com o rosto pintado de verde e amarelo. A polícia isolou o local e iniciou uma negociação que durou mais de três horas. Familiares do soldado foram chamados para ajudar.

Durante as tratativas, Góes arremessou bicicletas de banhistas e atirou isopores de ambulantes no mar. Ele chegou a empurrar motos de PMs e uma viatura. Por volta das 18h30, o soldado fez uma contagem regressiva e atirou ao menos dez vezes contra o Bope, que atirou de volta e baleou o soldado. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu às 23h.
 









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