Brasília, terça-feira, 20 de outubro de 2020 - 14:30 | Atualizado em: 28 de outubro de 2020 - 13:26
POLÍTICA
Governo terá que apresentar comprovação científica sobre eficácia da nitazoxanida contra Covid
Por: Christiane Peres
Ministro da Ciência e Tecnologia afirmou em evento que medicamento seria capaz de reduzir a carga viral de pacientes com Covid-19, mas não apresentou estudos ou números que comprovassem a afirmação.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) apresentou nesta terça-feira (20) três requerimentos com pedidos de informações ao governo Bolsonaro. A parlamentar quer que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informações, a Casa Civil, e o Ministério da Saúde apresentem os estudos que embasaram o anúncio sobre a eficácia da nitazoxanida para redução da carga viral em pacientes na fase inicial da Covid-19.
O resultado foi apresentado na segunda-feira (19) pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, em cerimônia no Palácio do Planalto sem que fossem apresentadas as comprovações científicas.
“A eficácia de medicamentos só deve ser anunciada após a publicação dos estudos que a comprovem. Denunciamos o uso de um gráfico fake para embasar esse delírio. Exigimos resposta”, afirmou a parlamentar.
No evento, Pontes afirmou que o vermífugo apresentou resultados positivos no tratamento precoce de pacientes com Covid-19 dentro de uma pesquisa coordenada pela Pasta. No entanto, não forneceu detalhes da pesquisa, que também não foi publicada em nenhum periódico. Segundo o governo, o trabalho foi submetido para a análise de uma revista científica e, por isso, o Ministério não pode dar detalhes dos resultados.
O gráfico utilizado por Pontes também chamou atenção. Para ilustrar a eficácia do medicamento no combate à Covid, Pontes utilizou uma imagem sem dados, semelhante às disponíveis em um serviço de banco de imagens.
Em sua rede social, Pontes declarou que a imagem era “meramente ilustrativa”, mas a “gafe” foi um dos temas mais comentados no Twitter desta terça, com a hashtag #BolsonaroCharlatão.
Para o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), a utilização do gráfico sem dados foi “inconsequente e criminosa”. “Essa é a definição da utilização de gráficos falsos por Bolsonaro para comprovar a eficácia de um remédio ineficaz, negando a ciência e prejudicando a saúde do povo brasileiro”, declarou.
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