Deputados criticam corte em programa que leva água potável ao Nordeste

Brasília, quarta-feira, 23 de novembro de 2022 - 11:21      |      Atualizado em: 24 de novembro de 2022 - 14:5

POLÍTICA

Deputados criticam corte em programa que leva água potável ao Nordeste


Por: Christiane Peres, com informações do UOL

Corte orçamentário na operação Carro-Pipa deixa 1,6 milhão de pessoas sem água no semiárido nordestino.

Reprodução Exército
Soldados do Exército fiscalizando caminhões da operação Carro-Pipa

Deputados do PCdoB criticam o corte nos recursos da operação Carro-Pipa. Matéria divulgada pelo UOL, denuncia que após a eleição o governo Bolsonaro cortou a verba do programa neste mês, prejudicando 1,6 milhão de pessoas que direito ao abastecimento em novembro em oito estados do Nordeste.

“Há 20 anos a operação Carro-Pipa atua no Nordeste levando água potável, elemento essencial para a nossa sobrevivência. De forma cruel, Bolsonaro corta os recursos para milhares de nordestinos. Inaceitável! A seca é uma realidade e precisa ser combatida”, condenou o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA).

Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), Bolsonaro quer “punir o Nordeste por ter-lhe dado cartão vermelho”.

O deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) afirmou que "Bolsonaro é cruel". "Tirar água de milhões de irmãos nossos nordestinos é mais uma insanidade, um crime absurdo", destacou.

A operação Carro-Pipa, do governo federal, leva água potável às famílias no semiárido nordestino há mais de 20 anos. A medida vale para o Nordeste e cidades do semiárido do Espírito Santo e Minas Gerais. Os locais atendidos são, em regra, comunidades que não têm acesso à água potável próxima e, em épocas de seca, ficam com as cisternas ou caixas de água secas, sem condições de ter acesso à água limpa.

Com o corte dos recursos, os caminhões pararam o fornecimento de água potável a moradores do semiárido nordestino. Segundo planilha do Exército, que coordena a operação, 1,6 milhão de pessoas estão prejudicadas.

A operação é financiada com recursos do Exército em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Segundo o UOL, as Pastas confirmaram que a suspensão ocorreu por falta de verbas para continuidade. O MDR informou que alertou o Ministério da Economia sobre a falta de recursos, mas não sem retorno.

Pela regra do programa, cada família tem direito a 20 litros de água por dia a cada integrante assistido. Ou seja, se a casa tem cinco moradores são 100 litros diários.









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