Brasília, quarta-feira, 17 de novembro de 2021 - 15:11 | Atualizado em: 29 de novembro de 2021 - 10:58
POLÍTICA
CCJ aprova prorrogação da desoneração da folha até 2023
Por: Christiane Peres
PCdoB garante monitoramento e avaliação da política na geração de empregos. Proposta segue para votação no Senado.
Após construção de acordo, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (17), o Projeto de Lei (PL) 2541/21, que prorroga até 2023 a desoneração da folha de pagamento das empresas dos 17 setores da economia que mais empregam no país. O texto, que tramitava em caráter terminativo nas comissões da Câmara, segue agora para análise do Senado.
A desoneração da folha permite às empresas substituir a contribuição previdenciária, de 20% sobre os salários dos empregados, por uma alíquota sobre a receita bruta, que varia de 1% a 4,5%. Entre os 17 setores da economia que podem aderir a esse modelo estão: indústria têxtil; calçados; máquinas e equipamentos; proteína animal; construção civil; comunicação; e transporte rodoviário.
Na discussão, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) defendeu a inclusão de mecanismos de monitoramento e avaliação da política na geração de empregos. O parlamentar foi relator da revisão da lei que versa sobre a desoneração da folha e afirmou que é essencial haver dados para medir a eficácia da política.
“Eu sou relator da revisão da desoneração da folha. Na época, reduzimos de 56 para 17 setores, pois é necessário estabelecer filtros para que haja estímulos por parte do governo. Um dos filtros estabelecidos, por exemplo, foi manter a política para setores intensivos em mão de obra, como a construção civil. Era importante que tivéssemos critérios para manter o estímulo. Outro exemplo é o setor de teleatendimento. Mesmo na pandemia, o setor de teleatendimento manteve o nível de emprego. Isso é importante, pois é porta de entrada de muitos jovens no mercado de trabalho, por exemplo. Então, manter a geração de empregos mesmo em momento de crise mostra que a política teve impacto. Por isso, é necessário avançarmos e fazermos um monitoramento da implementação dessa medida. Minha proposta é que seja acrescido um mecanismo de monitoramento e avaliação sobre o emprego para que possamos avaliar se essa medida contribui para a manutenção do emprego. É necessário que tenhamos o conhecimento do setor, mas precisamos a ter essa avaliação do governo para que tenhamos de forma objetiva formas de medir a eficácia da iniciativa e talvez ampliar para outros setores”, alegou.
A sugestão foi incluída pelo relator do PL 2541, deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), em seu parecer. Para Orlando Silva, ao aprovar a medida e incluir a sugestão do PCdoB, o “Parlamento mostra que está em sintonia com o maior desafio do Brasil que é a geração de empregos”.
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