Brasília, quarta-feira, 10 de novembro de 2021 - 17:43 | Atualizado em: 18 de novembro de 2021 - 14:17
POLÍTICA
Deputada rechaça fala de Sérgio Camargo sobre chibatadas como pena para pichação
Por: Christiane Peres
Presidente da Fundação Palmares ataca esquerda e defende punição para pichadores.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) rechaçou nesta quarta-feira (10), as declarações do presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, sobre chibatadas como pena para pichação. Em sua conta no Twitter, Camargo concordou com uma seguidora que defendia a pena. Após repercussão na imprensa, Camargo passou a atacar a esquerda e os veículos de comunicação. Em um dos posts acrescentou: “pela volta do pelourinho, dessa vez para pichadores! Muuuuwhahahaha!”.
Para a parlamentar, é “revoltante” a postura do presidente da Palmares. “Em pleno Novembro Negro, Sérgio Camargo defende CHIBATADAS para punir pichadores! Um instrumento de tortura que, para ser banido, muito sangue foi derramado. É revoltante!”, destacou Alice.
O comentário da seguidora veio após Camargo ter postado que está em Santana, bairro da zona norte de São Paulo, para visitar a família. Segundo ele, todos os muros e fachadas do comércio estavam pichados. "Inútil pintar o muro. A pichação volta no dia seguinte. É compulsivo e doentio", escreveu. “Pichadores não são de forma alguma "artistas", são vândalos e marginais! Emporcalham minha cidade, São Paulo, com o incentivo e patrocínio da esquerda, que tudo degrada e destrói”, acrescentou.
Afastamento
No mês passado, a Justiça do Trabalho afastou Camargo das atividades relativas à gestão de pessoas da instituição. Ele está proibido de promover atos como nomeação, exoneração e transferência de servidores, além da contratação de empresas terceirizadas. O presidente da Palmares também está proibido de promover intimidação ou assédio pelas redes sociais contra servidores e ex-servidores da Palmares.
Com a decisão, o diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afrobrasileira, Marcos Petrucelli, ficou responsável pela gestão de pessoas na Palmares.
A ação do MPT afirma que Camargo pratica "perseguição político-ideológica" contra servidores considerados "esquerdistas", o que incluiria o monitoramento de redes sociais.
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