Brasília, quarta-feira, 9 de março de 2022 - 20:33 | Atualizado em: 11 de março de 2022 - 8:45
POLÍTICA
Orientação sobre uso do SUS pode ajudar pacientes com câncer de mama
Por: Walter Félix
Bancada do PCdoB apoiou proposta que tem como objetivo capacitar profissionais não médicos para ajudar pacientes, familiares e cuidadores no diagnóstico e tratamento.
A Câmara aprovou nesta quarta-feira (9) o Projeto de Lei 4171/21, que cria o Programa Nacional de Navegação de Paciente para pessoas com câncer de mama. Essa navegação é definida como um procedimento de acompanhamento dos casos de suspeita ou confirmação de câncer por meio da abordagem individual dos pacientes, a fim de prestar orientação e agilizar o diagnóstico e o tratamento.
A proposta será enviada ao Senado.
O programa constitui um modelo de prestação de serviços centrado no paciente, devendo oferecer treinamento dos profissionais de saúde ou assistência sobre a importância do planejamento e coordenação do cuidado do paciente desde o processo de diagnóstico até o início do tratamento nos serviços de oncologia.
Deverá contemplar ainda o apoio na jornada do paciente pelo sistema de saúde, abordando questões clínicas e não clínicas, com o fornecimento de informações completas sobre seus direitos.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) defendeu a aprovação da proposta, destacando que as pessoas com neoplasias têm que ter essa prioridade.
"A dificuldade para exames com a posição dos planos de saúde em relação a se constituírem barreiras para determinados procedimentos dificulta o tratamento da pessoa com câncer. Isso é muito grave, porque a ciência avançou muito, a ciência constituiu mecanismos de enfrentamento ao câncer, e nós não podemos dificultar o acesso das pessoas ao tratamento", apontou.
Ao encaminhar o voto favorável da Bancada do partido, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) considerou "importantíssima" a iniciativa de se criar o Programa Nacional de Navegação de Paciente para pessoas com neoplasia maligna de mama.
Planejamento
Conforme o substitutivo da deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), apresentado ao projeto apresentado pela deputada Tereza Nelma (PSDB-AL), o programa terá de oferecer planejamento adequado das necessidades do paciente e identificar barreiras nos processos de diagnóstico e de tratamento.
O texto determina que o programa deverá estar integrado à Política Nacional de Atenção Oncológica do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Os navegadores são profissionais treinados para facilitar a trajetória do paciente durante o seu tratamento contra o câncer, auxiliando no agendamento de exames e consultas e explicando sobre o sistema de saúde”, explicou a relatora.
Auxílio aluguel
A Câmara aprovou também o projeto de lei que inclui o pagamento de aluguéis entre as medidas protetivas para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O PL 4875/20 segue para análise dos senadores.
De acordo com a proposta da deputada Marina Santos (PL-PI) e outros, o juiz poderá decidir, como uma das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, sobre a concessão de auxílio-aluguel por até seis meses e com valor fixado em função da situação de vulnerabilidade social e econômica da ofendida.
O substitutivo da deputada Lídice da Mata (PSB-BA) prevê que os recursos para o pagamento desse auxílio-aluguel virão de dotações orçamentárias do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
Urgências
O plenário aprovou ainda o regime de urgência para mais dois projetos de lei de valorização da mulher.
O Projeto de Lei 4251/21 cria o Programa Nacional de Proteção e Apoio à Mulher (Promulher), que tem como objetivo captar recursos para financiar projetos de proteção à mulher vítima de violência doméstica usando mecanismos semelhantes ao da Lei Rouanet na área da Cultura.
Segundo a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), a proposta possibilitará que pessoas físicas ou jurídicas possam contribuir com programas de empoderamento das mulheres, que tragam um dinheiro a mais para as famílias e permita "que a mulher não fique à mercê de violência".
O Projeto de Lei 1529/21 cria a Política Nacional de Valorização das Mulheres na Área de Segurança Pública. O texto propõe, por exemplo, reservar às mulheres pelo menos 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos na área de segurança pública.
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