Brasília, quinta-feira, 30 de setembro de 2021 - 17:17
ECONOMIA
PCdoB vota a favor de mudanças no teto de gastos dos estados
Por: Walter Félix
Medida que beneficia estados e municípios que estão em Regime de Recuperação Fiscal exclui da regra do teto despesas bancadas com transferências da União.
A Câmara aprovou nesta quinta-feira (30) o Projeto de Lei Complementar 123/21, que exclui do teto de gastos imposto a estados e municípios em crise fiscal os recursos oriundos de emendas parlamentares de bancada.
O projeto beneficia os entes federados participantes do Plano de Recuperação Fiscal ou de parcelamento renegociado de dívidas junto à União.
Para o líder do PCdoB na Câmara, deputado Renildo Calheiros (PE), a proposta trata de uma questão muito importante para as cidades e os estados brasileiros, que estão submetidos a um regime de forte arrocho de gastos. "Ao contrário do que se fala, a medida é boa porque permite exatamente que sejam excluídas do cálculo de gastos, ou do teto, as transferências que são repassadas pela União", observou.
Com a renegociação das dívidas, já foram impostas a essas unidades federadas muitas restrições para a elevação de gastos. Portanto, não faz sentido impedir que elas possam receber, incorporar aos seus orçamentos e gastar valores recebidos em transferências com propósito específico, como convênios, recursos de emendas, e de outras transferências vinculadas, realizadas fundo a fundo, entre outras.
"Ora, a União tem possibilidade de fazer a transferência orçamentária, o Estado precisa, o município precisa, mas essa transferência orçamentária não pode ser feita porque levará o Estado e o município a extrapolar o limite do teto de gastos. É inaceitável essa situação", frisou Calheiros.
A proposta de lei orçamentária para 2022, encaminhada pelo Poder Executivo, reserva R$ 5,7 bilhões para as emendas de bancada, que têm execução obrigatória. Caso aprovado pelo Congresso, o PLP 123/21 vai permitir a dedução do teto de gastos para as transferências vinculadas a despesas específicas, como transferências fundo a fundo; Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide); salário-educação; e aquelas relativas ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) defendeu a revogação da Emenda Constitucional nº 95, aprovada pelo Congresso em 2016, que congela durante 20 anos as despesas primárias do orçamento público.
"Antes fosse a derrubada do teto de gastos, mas ainda não é, apenas é uma solução política e econômica para resolver problemas dos municípios, para garantir mais investimentos e não punir a população com a perda dos recursos que recebem da União", disse a parlamentar.
O projeto do deputado Lucas Vergílio (Solidariedade-GO) será analisado agora pelo Senado.
Últimas notícias
Carla Zambelli pode ter mandato cassado por quebra de decoro parlamentar
26/10 - 14:49 | POLÍTICA
Renildo Calheiros defende que vitória de Lula vai pacificar o país
25/10 - 14:6 | POLÍTICA
Bolsonaro quer acabar com desconto do Imposto de Renda na saúde e educação
25/10 - 10:25 | ECONOMIA
Bolsonaro mente sobre salário mínimo acima da inflação em 2023
24/10 - 15:44 | POLÍTICA
Deputado apresenta projeto que obriga gratuidade de transporte público nas eleições
Notícias relacionadas
Bolsonaro quer acabar com desconto do Imposto de Renda na saúde e educação
25/10 - 10:25 | ECONOMIA
Bolsonaro mente sobre salário mínimo acima da inflação em 2023
21/10 - 11:37 | POLÍTICA
Bancada repudia ataque de Guedes ao salário mínimo
20/10 - 17:49 | POLÍTICA
Deputadas defendem recursos para piso da enfermagem
6/10 - 11:32 | EDUCAÇÃO
PCdoB quer sustar novos cortes na Educação

