Brasília, terça-feira, 6 de outubro de 2020 - 13:27 | Atualizado em: 15 de outubro de 2020 - 14:42
ORÇAMENTO
Deputado cobra instalação da CMO, emperrada por manobras do Planalto
Por: Nathália Bignon*
Instalação da Comissão Mista de Orçamento é adiada pela segunda vez em meio à disputa por comando. Membro do colegiado, deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) defende que orçamento seja discutido com serenidade e responsabilidade.
Vice-líder do PCdoB, o deputado Márcio Jerry (MA) cobrou celeridade na instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO) no Congresso Nacional. Pela segunda semana consecutiva, o colegiado adiou a reunião que definiria a retomada dos trabalhos nesta terça-feira (6), na tentativa de estabelecer um acordo sobre a distribuição de vagas entre os deputados, a pedido de líderes partidários da Câmara.
“A Comissão Mista de Orçamento não será instalada hoje. Mais um adiamento, motivado, sobretudo, por manobras do Palácio do Planalto. É urgente sua instalação e funcionamento. Orçamento do país tem que ser debatido com seriedade e responsabilidade”, alertou o deputado maranhense.
Para Jerry, a urgência se justifica pela tentativa de cortes propostos pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) em áreas consideradas fundamentais. No início de outubro, o presidente propôs a redução de R$ 1,4 bilhão dos recursos do Ministério da Educação para acomodar gastos com obras e outras ações patrocinadas pelo Congresso. A pasta recebeu a maior tesourada na proposta de remanejamento de R$ 6,1 bilhões.
De acordo com informações do jornal Estadão, o Ministério do Desenvolvimento Regional seria o maior beneficiado, recebendo R$ 2,3 bilhões. Outro R$ 1,06 bilhão ficaria com a Infraestrutura. O restante será dividido entre Minas e Energia, Agricultura e Saúde, justamente quando o país enfrentar desafios no pós-pandemia.
“Congresso precisa corrigir o projeto de lei orçamentária anual encaminhada pelo governo Bolsonaro que, entre outros absurdos, reduz recursos para saúde e educação”, apontou o vice-líder da sigla.
Composição da Comissão e briga por espaço
Nos bastidores, parlamentares destacam que a movimentação já sinaliza a tentativa de Bolsonaro de se projetar para a reeleição em 2022, com a entrega de ‘supostas realizações’ de seu governo. A composição da Comissão, então, seria definitiva para definir os rumos que Bolsonaro pretende estabelecer ao orçamento.
Neste ano, a CMO deverá ser composta por 42 parlamentares titulares (31 deputados e 11 senadores), com igual número de suplentes. O cálculo para preenchimento das vagas por bloco e partido considera dados de fevereiro de 2019, que estão sendo questionados agora.
Parte dos indicados para a Comissão quer garantir o cumprimento de acordo para confirmação do deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) como presidente da comissão. Já o PP e o PL sugeriram para a vaga a deputada Flávia Arruda (PL-DF). O senador Marcos Rogério (DEM-RO), principal aliado do governo Bolsonaro neste momento, também integrará a lista.
No Congresso, a Comissão de Orçamento é responsável por analisar as leis orçamentárias, entre elas o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021, o PLN 28/20, que eleva o salário mínimo dos atuais R$ 1.045 para R$ 1.067; e o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021 (PLN 9/20), que estabelece os parâmetros do orçamento para o ano que vem.
*Ascom deputado Márcio Jerry
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