Auxílio Brasil é política mal planejada e eleitoreira

Brasília, terça-feira, 19 de outubro de 2021 - 15:9      |      Atualizado em: 20 de outubro de 2021 - 13:3

POLÍTICA

Auxílio Brasil é política mal planejada e eleitoreira


Por: Christiane Peres

Deputados do PCdoB criticam extinção do programa Bolsa Família e afirmam que Bolsonaro erra ao fazer política pública mal planejada e abruptas às vésperas das eleições.

Reprodução da Internet
Em Fortaleza, pessoas buscam comida no caminhão de lixo

De olho em 2022, Bolsonaro aposta no programa Auxílio Brasil como “solução” para diminuir o impacto de sua má gestão na vida da população. Com milhões de brasileiros passando fome, pagando por ossos e tirando comida de caminhões de lixo para se alimentar, Bolsonaro planeja lançar, no lugar do programa Bolsa Família, um novo auxílio, que deve pagar entre R$ 300 e R$ 400, numa clara tentativa de se manter apto à disputa eleitoral do próximo ano.

Para o líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PE), o presidente da República erra ao destruir o Bolsa Família. “É triste perceber que o desgoverno Bolsonaro está destruindo o melhor do Bolsa Família. Essa política pública exitosa completa 18 anos em 20 de outubro. E não podemos celebrar. O programa substituto, que estava previsto para ser lançado hoje, não tem regras claras. É mais um improviso”, pontuou Renildo.

Segundo o parlamentar, o mais eficaz seria ampliar o valor e o público já beneficiado pelo Bolsa Família. “A inflação dos alimentos, a fome e a pobreza se alastram. O mais eficaz seria ampliar o valor dos benefícios do Bolsa Família e o público atendido. É um erro fazer políticas públicas mal planejadas e abruptas às vésperas das eleições de 2022”, alertou.

Sem regras claras, o novo auxílio de Bolsonaro seria lançado na tarde desta terça-feira (19), mas o evento no Palácio do Planalto foi cancelado minutos antes de ter início. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o anúncio de que Bolsonaro teria decidido subir o valor do auxílio repercutiu negativamente no mercado financeiro, com o dólar disparando e a Bolsa tombando mais de 3%.

“Bolsonaro assumiu a própria incompetência e o caráter meramente eleitoreiro do programa social que pretendia criar. O Auxílio Brasil é tentativa rastaquera de apagar o Bolsa Família. É aumento no que já existe, mas com outro nome para buscar voto”, afirmou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

No Plenário da Câmara, os deputados Daniel Almeida (PCdoB-BA) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também se manifestaram sobre o programa de Bolsonaro.

“O Brasil tem assistido nos últimos dias a cenas dramáticas que expressam a fome no nosso país, como as pessoas disputando o lixo no caminhão, a disputa por ossos. Infelizmente, as cenas com essas características se espalham país afora. São cerca de 30 milhões de brasileiros que não têm segurança alimentar e o governo está extinguindo o Bolsa Família; o auxílio emergencial, que Bolsonaro reduziu, acaba este mês. A carestia tomou conta do nosso país. É preciso condenar a extinção do Bolsa Família. Se substituírem o Bolsa Família pelo programa que eles estão anunciando, isso cobriria a metade daqueles que estão com o direito de acesso ao Bolsa Família, que precisam de uma renda e que são mais de 30 milhões de brasileiros, e esse valor cobriria no máximo 7 milhões de brasileiros”, disse Almeida.

Já a vice-líder da Minoria, deputada Jandira Feghali afirmou que o Auxílio Brasil é eleitoreiro e não deve ser aprovado no Parlamento, pois é provisório e acabaria com um programa sólido de auxílio aos brasileiros que mais necessitam.

“A situação é desesperadora. A insegurança alimentar se espalha, a fome se espalha e qual a resposta do governo? Editar uma MP que acaba com o Bolsa Família, sem regras e sem critério. Há um debate entre Guedes e Bolsonaro, pois eles querem fazer um auxílio eleitoral, que só serve para um ano e depois não tem nada. É um auxílio aumentado que não tem perspectiva de manutenção e querem usar recursos que não podem usar. É um desprezo pela sociedade brasileira”, disse a deputada que voltou a defender a derrubada do Teto de Gastos (EC 95) para que seja possível colocar os recursos necessários nas políticas públicas.









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