Deputados condenam novo reajuste do combustível e gás de cozinha

Brasília, sexta-feira, 8 de outubro de 2021 - 13:29

ECONOMIA

Deputados condenam novo reajuste do combustível e gás de cozinha


Por: Da Redação

Petrobras sobe preços em 7,2% para compensar parcialmente alta das cotações internacionais e dólar.

Reprodução da Internet
Nos protestos do dia 2 de outubro, manifestantes levaram às ruas botijões de gás para lembrar do impacto na vida dos brasileiros

Um novo reajuste no valor da gasolina e do gás de cozinha vai pesar ainda mais no orçamento dos brasileiros. Nesta sexta-feira (8), a Petrobras anunciou aumentos de 7,2% nos preços da gasolina e do gás de cozinha em suas refinarias. O preço do óleo diesel, que foi reajustado na semana passada, permanecerá estável.

Segundo a estatal, o litro da gasolina vendida por suas refinarias passará de R$ 2,78 para R$ 2,98, um reajuste médio de R$ 0,20. No entanto, até a gasolina chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais; custos para aquisição e mistura obrigatória de etanol anidro; além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores. Já o quilo do gás de cozinha passará de R$ 3,60 para R$ 3,86, alta de R$ 0,26. Assim, os 13 quilos necessários para encher um botijão custarão na refinaria o equivalente a R$ 50,15.

O novo aumento foi criticado por parlamentares do PCdoB. “Absurdo! Gasolina e botijão de gás ficarão mais caros. Petrobras vai reajustar o preço em mais de 7% a partir deste sábado. Em ambos os casos são reajustes para as distribuidoras, ou seja, o aumento do preço final para o consumidor será diferente”, destacou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) endossou a crítica e reforçou a necessidade de união para tirar Bolsonaro da Presidência antes que ele acabe com o país. “Quem aguenta?! Ou nos unimos todos no #ForaBolsonaro ou Bolsonaro destrói de vez o nosso país”, disse.

O PCdoB é uma das legendas críticas à política de preços adotada desde o golpe de Michel Temer em Dilma Rousseff e que foi mantida por Bolsonaro. Desde 2016, a Petrobras adota o conceito conhecido como “paridade de importação”, que calcula quanto custaria a venda, no mercado brasileiro, de combustível comprado nos Estados Unidos. A ação de Temer foi fundamental para agradar o mercado financeiro e promover a alta do preço dos combustíveis, além do gás de cozinha, sacrificando ainda mais a renda do brasileiro.

“É inaceitável a manutenção dessa lógica injusta, com os preços internos vinculados às oscilações dos mercados pelo mundo. Enquanto isso, gasolina, diesel e gás de cozinha só aumentam para os brasileiros. Quem sofre com essa escalada de preços é o povo”, condena o líder do PCdoB na Câmara, Renildo Calheiros (PE).









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