Brasília, terça-feira, 12 de abril de 2022 - 10:3 | Atualizado em: 22 de abril de 2022 - 9:57
POLÍTICA
Deputada critica falta de assistência a órfãos de vítimas de feminicídio
Por: Christiane Peres, com agências
Fórum Brasileiro de Segurança Pública detalha dados da violência contra a mulher no Brasil. Ao menos uma mulher é morta a cada oito horas no país e dependentes ficam desassistidos.
Levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou que em 2021 mais de 2,3 mil pessoas ficaram órfãs de vítimas de feminicídio. Os dados divulgados pelo Fantástico no último domingo (10) revelam ainda o perfil das vítimas no país. Em sua conta no Twitter, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) condenou a falta de assistência aos órfãos.
“O Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. O governo Bolsonaro cortou R$ 89 milhões do orçamento para o combate à violência contra a mulher para 2022 e não tem políticas de assistência aos órfãos destes crimes. Precisamos derrubar urgentemente esse governo que odeia as mulheres!”, ressaltou a parlamentar.
Segundo o estudo, ao menos uma mulher é morta no país a cada oito horas. Uma média de mais de 25 casos de feminicídio por semana. Só o ano passado, o Brasil perdeu mais de 1,3 mil mulheres por crimes de feminicídio. Outros dados ainda trazem recortes mais específicos deste crime bárbaro: 97,8% das vítimas foram mortas por um companheiro atual, antigo ou outro parente; 66,7% das vítimas são mulheres negras; mais de 70% das mulheres mortas tinham entre 18 e 44 anos, ou seja, idade reprodutiva.
Com o desinvestimento em políticas de proteção às mulheres no governo Bolsonaro, a assistência aos órfãos destes crimes ficou ainda mais limitada. Não há núcleos de atendimento e acompanhamento específicos para essas crianças e jovens, o que acaba sendo feito nos centros de referência da mulher.
Na Câmara há ao menos seis projetos de lei com propostas para oferecer assistência focada em órfãos de feminicídio, mas a tramitação das propostas não avança.
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