Segurança pública não se faz com liberação de armas, defende Renildo Calheiros

Brasília, quarta-feira, 19 de junho de 2019 - 11:50      |      Atualizado em: 25 de junho de 2019 - 18:12

POLÍTICA

Segurança pública não se faz com liberação de armas, defende Renildo Calheiros


Por: Christiane Peres

Deputado criticou defesa do decreto de armas feita pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Para o parlamentar, uma política eficiente de segurança pública precisa aliar educação, emprego e polícia bem treinada e equipada.

Richard Silva/PCdoB na Câmara

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou na terça-feira (18) que, ao editar os decretos das armas, o governo Bolsonaro "recuperou" o direito à legítima defesa do cidadão. Onyx deu a declaração ao participar de uma audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para a qual foi convocado a explicar os decretos do presidente Jair Bolsonaro que facilitam o porte de armas.

Apesar da defesa do texto do Executivo, os argumentos de Onyx não convenceram a Oposição. Para o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE), uma política eficiente de segurança pública não passa perto da liberação de armas, como prevê os decretos de Bolsonaro.

“Carecemos de políticas de segurança pública. Mas a meu ver, segurança pública é alcançada com fortes investimentos em educação, em formação profissional, geração de empregos, combinado com polícia treinada, bem equipada e repressão forte ao crime. Erra quem se apoia em apenas um desses vetores”, afirmou o parlamentar.

Renildo rebateu ainda a tese de “recuperação do direito à legítima defesa. “O decreto permite que a pessoa com licença para arma pode ter até 5 mil munições. Se você pode ter cinco armas com 5 mil munições são 25 mil munições em um ano. São 69 disparos por dia. Não venha me dizer que isso é para proteção pessoal. O que vai ocorrer é que isso vai servir para armar ainda mais as milícias e para legalizar as armas e munições nas mãos das milícias”, disse.

Para o parlamentar comunista, a liberação de armas é um caminho perigoso e espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrube o decreto.

Onyx, no entanto, afirmou “ter certeza” que o Supremo não apontará nenhuma inconstitucionalidade no decreto de armas. O presidente da Corte, Dias Toffoli, marcou para 26 de junho o julgamento de ações contrárias à medida.

Primeira derrota

No início da noite, o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), informou aos deputados que o Senado havia aprovado projeto de decreto legislativo que susta o decreto de armas. Francischini destacou que a matéria virá à Câmara e será analisada pela comissão.









Últimas notícias

Notícias relacionadas

Sobre nós
Contatos

Área Restrita
Login
Liderança do PCdoB na Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados, anexo II, sala T-12
Brasília-DF - 70160-900 - Telefone: 55 (61) 3215-9732
ascompcdobcd@gmail.com