Bolsonaro ataca quem busca vacinas para desviar atenção das graves denúncias contra ele e seu governo, afirma Renildo Calheiros

Brasília, terça-feira, 20 de julho de 2021 - 11:58      |      Atualizado em: 3 de agosto de 2021 - 13:46

POLÍTICA

Bolsonaro ataca quem busca vacinas para desviar atenção das graves denúncias contra ele e seu governo, afirma Renildo Calheiros


Por: Christiane Peres

Presidente da República volta a disseminar fake news contra lideranças que buscavam vacinas contra a Covid para o país, enquanto governo federal tinha foco em negociação de propinas.

Agência Câmara
Líder do PCdoB rebate acusações de Bolsonaro sobre aquisição de vacinas

O líder do PCdoB na Câmara, deputado Renildo Calheiros (PE), respondeu às provocações feitas por Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (19) nas redes sociais. “Bolsonaro negou a pandemia, demorou a comprar vacina, e ainda reclama de quem tenta ajudar a salvar vidas? A estratégia dele é tirar o foco de uma denúncia gravíssima. Sou a favor da compra de todas as vacinas aprovadas contra o coronavírus”, pontuou o parlamentar.

Em uma postagem no Twitter, Bolsonaro citou o líder do PCdoB, que é irmão do relator da CPI da Covid, e o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), fazendo referências às emendas apresentadas à Medida Provisória que permitiu a aquisição de vacinas por estados.

O líder do PCdoB lembrou que o Congresso “atuou para ampliar as possibilidades de vacinas aos brasileiros, diferentemente do governo federal, que dificultou a aquisição de todas as demais vacinas, ignorou todas as ofertas, se posicionou contra a vacinação”.

“Agora que a CPI abriu as cortinas, o Brasil descobre escandalizado que enquanto alguns criavam dificuldades outros ‘ofereciam facilidades’. Todas as suspeitas relacionadas à pandemia precisam ser esclarecidas. É inaceitável que as mentiras se sobreponham à verdade”, reafirmou Renildo.

MP 1026

Não é a primeira vez que a base bolsonarista e o próprio presidente tentam desvirtuar o debate sobre a Medida Provisória 1026/2021, editada pelo Executivo, e que autoriza a importação e distribuição, excepcional e temporária, de quaisquer vacinas contra a Covid-19, medicamentos, equipamentos e outros insumos da área de saúde sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), considerados essenciais para auxiliar no combate à pandemia, desde que já autorizados por autoridades internacionais.

Assim que denunciado o escândalo do caso Covaxin, a base bolsonarista vem tentando diminuir sua responsabilidade no caso, ao alegar que parlamentares de Oposição também apresentaram emendas para liberar vacinas de outros países.

A MP, no entanto, recebeu 171 emendas de diversos parlamentares dos mais variados partidos, ampliando as entidades sanitárias estrangeiras, exigindo apenas que autorizassem o uso desses produtos em seus territórios.

A emenda 77, de autoria do líder do PCdoB, acrescentou a essa lista as agências da Rússia e da Índia. Já a emenda 78 permitiu que a autorização emergencial, de acordo com as normas da Anvisa, também poderia ter como referência a autorização emergencial nessas agências.

“Essas emendas foram apresentadas em 03/02/2021, 17 dias após o início da vacinação, quando a carência de vacinas no país era dramática. Em nenhum momento, a MP e a lei tornam desnecessária a autorização da Anvisa”, reforçou Renildo.









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