Brasília, terça-feira, 4 de agosto de 2020 - 11:0 | Atualizado em: 6 de agosto de 2020 - 12:9
POLÍTICA
Novo veto de Bolsonaro indica desprezo à vida dos profissionais de saúde
Por: Christiane Peres
Presidente barrou proposta que prevê indenização de R$ 50 mil aos profissionais de saúde incapacitados por coronavírus.
Mais um veto de Bolsonaro entra na lista para ser derrubado pelos parlamentares em sessão conjunta do Congresso. Dessa vez, trata-se da proposta de indenização dos profissionais de saúde incapacitados ou vitimados pelo coronavírus. O texto, aprovado por deputados e senadores, previa uma ajuda financeira no valor de R$ 50 mil aos trabalhadores afetados, mas foi vetado integralmente por Jair Bolsonaro.
Na edição desta terça-feira (4), do Diário Oficial da União (DOU), Bolsonaro alegou que a proposta contraria o interesse público e é inconstitucional, porque “prevê benefício indenizatório para agentes públicos, criando despesa continuada em período de calamidade no qual tais medidas estão vedadas”.
A líder do PCdoB na Câmara, deputada Perpétua Almeida (AC), afirmou que este é mais um veto que não se justifica. "O governo segura recursos aprovados para o combate à pandemia, inclusive aqueles que poderiam ser utilizados para aquisição de EPIs. Os profissionais de saúde, muitas vezes, são obrigados a trabalhar com EPIs inadequados, colocando suas vidas em risco diariamente. É desumano e vamos lutar para derrubar mais este veto presidencial", destacou.
Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), o veto indica o desprezo do presidente à vida dos profissionais de saúde. Alice defendeu a articulação para derrubar mais esta ação do presidente.
“Absurdo! Bolsonaro despreza a vida dos profissionais da saúde. O veto integral ao projeto que institui uma indenização para os trabalhadores da área incapacitados ou vitimados pelo coronavírus é uma prova disso. Lutaremos cum muita energia para derrubar esse veto cruel”, destacou.
Já a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que Bolsonaro vetou a proposta de “forma fria”, uma vez que o Congresso “aprovou recursos no início do ano o aumento de gastos do governo na pandemia”.
De acordo com a proposta, teriam direito à indenização profissionais que, atuando no combate à pandemia, se infectaram com o novo coronavírus e ficaram permanentemente incapacitados.
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