Brasília, quarta-feira, 29 de junho de 2022 - 10:20
POLÍTICA
Deputados cobram saída de Pedro Guimarães após denúncias de assédio sexual
Por: Christiane Peres
Denúncia foi revelada pelo portal Metrópoles. Na reportagem, ao menos cinco funcionárias da Caixa Econômica Federal dizem ter sido vítimas de assédio sexual por parte do presidente do banco.
As acusações de assédio sexual envolvendo o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, repercutiram no Parlamento. Deputados usaram suas redes sociais para repudiar a atitude do executivo e cobrar celeridade e rigor na apuração das denúncias.
O caso veio a público nesta terça-feira (28), em reportagem do portal Metrópoles, que trouxe relatos de funcionárias do banco que afirmaram terem sido vítimas de assédio sexual por parte de Pedro Guimarães. Em seus relatos, as funcionárias afirmam terem sido vítimas de toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites “heterodoxos”, incompatíveis com o que deveria ser o normal na relação entre o presidente do maior banco público brasileiro e funcionárias sob seu comando.
De acordo com o portal Metrópoles, o caso está sendo apurado pelo Ministério Público Federal (MPF), sob sigilo, desde a denúncia feita por um grupo de funcionárias da Caixa no final de 2021. Este é o primeiro caso público de assédio sexual envolvendo um alto funcionário do governo Jair Bolsonaro.
“Já se passaram 16 horas desde que as denúncias de assédio contra o presidente da Caixa vieram à tona e o governo ainda não tomou nenhuma providência. O que estão esperando? Corremos perigo na rua, em casa, no hospital, no trabalho… Nem mesmo em um ambiente corporativo, de um grande banco público, as mulheres escapam. Nojo. Onde e quando nos sentiremos seguras? Não aguentamos mais o machismo, a misoginia, o assédio. Chega! Exigimos apuração e punição”, afirmou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
O vice-líder do PCdoB na Câmara, deputado Daniel Almeida (BA), se solidarizou com as funcionárias e reforçou a cobrança por apuração e punição do presidente da CEF.
“Minha solidariedade e apoio às funcionárias da Caixa, vítimas dessa violência repugnante. Não é possível que mulheres passem por esse constrangimento e violência. As denúncias que envolvem o presidente da Caixa são muito graves e merecem rápida apuração e punição”, disse.
A revelação do caso instalou uma nova crise no governo Bolsonaro. Aliado do presidente, a permanência de Guimarães no cargo está sendo vista como insustentável por interlocutores do governo. No entanto, a forma como se dará a "saída" do presidente da Caixa ainda está em discussão.
Diante da repercussão do caso, a Caixa cancelou evento que aconteceria na manhã desta quarta (29) com a presença de Guimarães. O banco havia programado pronunciamento e uma coletiva de imprensa sobre o Ano Safra 2022/2023.
Em sua conta no Twitter, a vice-líder da Oposição, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) afirmou que Guimarães “precisa responder por cada crime cometido, por cada mulher importunada, assediada”.
Já o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) destacou que o “tipo asqueroso e misógino está no DNA bolsonarista”.
No Senado, já há pedido de convocação de Guimarães para explicar as denúncias.
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