Brasília, terça-feira, 1 de junho de 2021 - 16:23 | Atualizado em: 10 de junho de 2021 - 10:43
POLÍTICA
Renildo: Negacionismo impede retomada econômica
Por: Christiane Peres
Líder do PCdoB critica crescimento “pífio” do PIB e afirma que se governo tivesse investido na vacinação da população e se empenhado na redução do impacto da crise sanitária, o país poderia ter um resultado melhor.
Dados divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,2% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com os três meses anteriores. O dado foi comemorado pelo governo, que entendeu o resultado como “um crescimento bastante forte da economia este ano”, como declarou o ministro da Economia, Paulo Guedes. No entanto, o resultado coloca o país num patamar similar ao observado “entre fim de 2012 e começo de 2013”, conforme destacou a chefe do departamento de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
Para o líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PE), o crescimento foi “pífio” e impactado pelo negacionismo do governo Bolsonaro em relação à pandemia.
“É revoltante que o governo Bolsonaro comemore o crescimento pífio do PIB: apenas 1,2%, no primeiro trimestre de 2021. Afinal, a equipe econômica não fez nada para estimular a economia. Se houvesse empenho para reduzir os danos da crise sanitária, poderíamos ter crescido bem mais. O negacionismo da doença impede a retomada econômica”, declarou.
Para o parlamentar, o governo Bolsonaro precisa trabalhar duro para vacinar toda a população e só então pensar em recuperação econômica. “Só assim reduziremos mortes, recuperaremos a economia, que começa a perder força novamente, e geraremos mais emprego e renda no país”, destacou Renildo.
De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Brasil já registra mais de 462 mil óbitos pela Covid-19. Além do elevado número de mortes, o país bate recorde em desemprego, não investe na aquisição das vacinas para acelerar o ritmo da imunização da população, não fornece um auxílio emergencial mínimo à população, ou possui qualquer projeto de desenvolvimento nacional.
“Chega de improviso! O governo Bolsonaro não pode falhar mais. É preciso um esforço governamental coordenado para vencermos as incertezas. Especialistas esperam uma terceira onda da Covid-19, o que pode detonar mais uma vez a economia. Outro desafio iminente é o risco de apagão energético no Brasil. Isso atingiria empresas e famílias, que poderão ter aumento da tarifa de energia. Em vez de combater essas ameaças, o governo Bolsonaro se empenha em privatizar a Eletrobras”, concluiu.
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