Deputado ironiza e diz que é “fácil” defender Estado mínimo onde milhões são privados de direitos básicos

Brasília, quinta-feira, 20 de agosto de 2020 - 9:23

POLÍTICA

Deputado ironiza e diz que é “fácil” defender Estado mínimo onde milhões são privados de direitos básicos


Por: Nathália Bignon*

Para Márcio Jerry (PCdoB-MA), com a popularização do liberalismo como corrente política, o debate sobre o papel do poder público na economia e na sociedade vem ganhando força sem que as consequências desta vertente sejam discutidas.

Ueslei Marcelino/Reuters

Vice-líder do PCdoB, o deputado federal Márcio Jerry (MA) criticou, nesta quarta-feira (19), o avanço do discurso liberal a partir de nomes ligados à direita no Brasil. Para o deputado, com a popularização do liberalismo como corrente política, o debate sobre o papel do poder público na economia e na sociedade vem ganhando força sem que as consequências desta vertente sejam discutidas.

“Tem gente que enche a boca para defender o tal do Estado mínimo num país em que milhões ainda não sentem a presença do Estado, ou seja, são privados de direitos básicos que deveriam ser assegurados pelo... Estado”, comentou o parlamentar.

Até o momento, o governo de Jair Messias Bolsonaro (sem partido)  é um dos governos brasileiros que mais implementou políticas neoliberais, com apoio direto a privatizações, instituição do fim de políticas assistenciais e sinalizações de abertura comercial para o mercado internacional. Paulo Guedes, atual ministro da Economia, defendeu, diversas vezes e abertamente, que a grande maioria das empresas estatais brasileiras deveriam ser privatizadas.

O modelo, no entanto, desperta críticas.  Em entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, o doutor em história política pela UFRJ, Rafael Fagundes, destacou a falência do modelo em países vizinhos.

“…O certo é que  a tentativa de radicalizar o neoliberalismo nas maiores potências da América do Sul vem se tornando incompetente. Se na Argentina [país que vivia há dois anos uma forte recessão, com índices altos de pobreza (cerca de 35% da população), de desemprego (em torno de 10%) e de inflação (53% em 2019)], esse projeto não deu certo, porque não se forjou um discurso radical e popular contra a esquerda, aqui não está avançando justamente porque o governo tem se dedicado lunática e exclusivamente a intensificar tal discurso”.

*Ascom deputado Márcio Jerry









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