Rejeição a Bolsonaro na gestão da pandemia chega a 54%

Brasília, quarta-feira, 17 de março de 2021 - 10:42

CORONAVÍRUS

Rejeição a Bolsonaro na gestão da pandemia chega a 54%


Por: Christiane Peres

País ultrapassa a marca de 280 mil mortes por Covid-19 enquanto governo federal mantém política negacionista. Deputados comentam pesquisa e cobram mudança na política do governo no dia em que o país bateu novo recorde de mortes pela doença.

Reprodução da Internet

A política negacionista de Bolsonaro na gestão da pandemia tem tido impacto na sua avaliação entre os brasileiros. Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na terça-feira (16), aponta que 54% dos entrevistados avaliam como ruim ou péssimo o desempenho do presidente na gestão da crise provocada pelo novo coronavírus. Na pesquisa anterior, realizada em janeiro, o índice era de 48%.

Segundo o levantamento, 22% consideram ótima ou boa a performance de Bolsonaro na condução do enfrentamento à pandemia. O índice anterior era de 26%.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) destacou outro dado da pesquisa, que aponta o principal responsável pela situação do país. De acordo com a pesquisa, para 43% dos entrevistados Bolsonaro é o principal culpado pelas mais de 280 mil por Covid-19 no país.

“É o pior desempenho desde Collor, que a essa altura já havia sequestrado a poupança das pessoas. Bolsonaro está em maus lençóis”, apontou o parlamentar.

Para o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), a pesquisa “demonstra a indignação do povo em relação à condução desastrosa do governo Bolsonaro, principalmente em nosso momento mais delicado de crise sanitária. O povo não está dormindo, e a resposta virá!”.

Aumento exponencial do número de mortes

O resultado da pesquisa, que foi realizada por telefone nos dias 15 e 16 de março e ouviu 2.023 pessoas, saiu no mesmo dia em que o país bateu um novo recorde de mortes pelo novo coronavírus: 2.841 mortes em 24 horas, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Ministério da Saúde.

O maior aumento em um dia, até então, havia sido na última quarta-feira (14), quando 2.286 óbitos foram registrados. A média móvel de mortes no país nos últimos sete dias chegou a 1.976, também um novo recorde. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de + 48%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

Os números, no entanto, não parecem gerar qualquer comoção no governo e em sua base. Jair Bolsonaro não fez qualquer menção em suas redes, e, em entrevista à Globo News, nesta quarta-feira (17), o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse que a situação do país "é até confortável".

A declaração foi prontamente rebatida pelo deputado Orlando Silva em suas redes sociais. “O líder do governo na Câmara disse que a situação da pandemia no Brasil não é tão crítica e, pasmem, é “até confortável”. Ontem morreram 2,8 mil brasileiros. Para um governo genocida, 280 mil mortes é confortável”, declarou Silva.

A deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP) lamentou a tragédia vivida no país e cobrou mudança de postura do governo. “Não chegamos aqui por acaso (temos menos de 3% da população mundial e já somos responsáveis por cerca de 10% de casos de covid-19 e já somos o país com maior média de mortes). É o resultado de uma desastrosa política sanitária, falta de liderança e de priorização dos mais pobres. Também não sairemos dessa situação com políticas que reproduzam mais do mesmo. É preciso mudanças profundas e urgentes nessa condução. É preciso seguir a orientação da ciência, assegurar a aplicação de uma adequada política sanitária e vacinação em massa e célere”, pontuou.

Para o líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PE), o governo Bolsonaro não pode se permitir errar mais. “Muitas dessas vidas poderiam ter sido salvas se houvesse comprometimento governamental. É preciso a mudança da política de saúde”, destacou.
 









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