Deputados apontam gravidade da existência de um “gabinete paralelo” da Saúde

Brasília, sexta-feira, 4 de junho de 2021 - 20:14

CORONAVÍRUS

Deputados apontam gravidade da existência de um “gabinete paralelo” da Saúde


Por: Christiane Peres

Vídeo de reunião com Bolsonaro reforça tese da CPI sobre estrutura paralela para tomada de decisão sobre pandemia e cobram responsabilização do presidente.

Reprodução da Internet
Reunião indica existência de "gabinete paralelo" para aconselhar Bolsonaro sobre pandemia

Deputados do PCdoB reagiram nesta sexta-feira (4) à divulgação de um vídeo pelo site Metrópoles que aponta a existência do chamado “gabinete paralelo” que aconselhava o presidente Jair Bolsonaro nas ações relacionadas à pandemia. Para os parlamentares, vídeo é prova inconteste do que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid do Senado vem tentando provar: o grupo existe e está diretamente ligado ao presidente da República.

“A revelação de Samuel Pancher, através do Metrópoles, responde de forma inconteste a questão número 1 da CPI: há gabinete paralelo, que conformou e conforma as políticas negacionistas que nos trouxeram à situação de quase 500 mil mortos. Bolsonaro deve pagar por seus crimes! Não há palavras para isso! Não tem mentira na CPI que sustente. São gravações de atos oficiais envolvendo o presidente em pessoa. É impeachment e Haia! Isso é muito grave! É a formulação de políticas públicas à margem da estrutura oficial do governo, com a participação do próprio presidente. Não é só para impeachment, é para julgamento por crimes contra a Humanidade!”, destacou o vice-líder do PCdoB na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

Para a deputada Professora Marcivânia (AP), “o que as imagens provam, em definitivo, é que, no combate à pandemia, no Brasil, o Ministério da Saúde e sua equipe técnica não existiam para o governo”.

O vídeo mostra uma reunião que foi transmitida ao vivo no Facebook do presidente em setembro de 2020. Na ocasião, Bolsonaro aparece ao lado do deputado Osmar Terra (MDB-RS), da médica Nise Yamaguchi do virologista Paolo Zanotto e outros profissionais de saúde. Na última terça-feira (1º), em depoimento à CPI da Covid, Nise Yamaguchi negou que integrasse um "gabinete paralelo". No entanto, na reunião, Zanotto fala na constituição de “shadow board”, ou gabinete das sombras, sem necessidade de publicização de seus participantes, para aconselhar o governo sobre a pandemia. O médico criticou ainda as vacinas e defendeu o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid, como a cloroquina.

O deputado Daniel Almeida (BA) classificou como um “verdadeiro absurdo” a existência do grupo “alternativo”. “A CPI da Covid já vem escancarado a sujeira desse desgoverno. E agora temos esse registro que confirma a existência de um gabinete paralelo para tratar da pandemia. Um verdadeiro absurdo! As provas que incriminam Bolsonaro estão todas aí. Só não vê quem não quer... #Genocida”, pontuou.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, já pediu a convocação de Osmar Terra ao colegiado. Para a vice-líder da Minoria na Câmara, deputado Jandira Feghali (PCdoB-RJ), esta é uma convocação crucial, pois Terra está no “epicentro da gestão”, tendo sido chamado, inclusive, de padrinho do grupo paralelo por um dos integrantes da reunião.

“Negacionista, defensor da cloroquina e integrante do Ministério Paralelo da Saúde. Se for convocado e não convidado, poderá colaborar muito com a investigação ou ser preso. Está no epicentro da gestão”, avaliou a deputada após anúncio sobre o pedido de convocação de Osmar Terra.









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